Identificando suspeitos: como fazer a abordagem.

Especialmente nesta época de festas, o comércio aumenta suas vendas, mas também pode perder parte do lucro arrecadado. Isso deve-se à grande quantidade de furtos que ocorrem nas lojas, muitas vezes sem que os funcionários ou o dono percebam.

As medidas tradicionais adotadas para conter estes furtos, geralmente, são: a instalação de câmeras de segurança, etiquetas anti-furto, embalagens especiais, seguranças na loja, entre outros. Porém, estes métodos podem não ser tão eficientes quanto o esperado. O importante também é realizar treinamentos com os colaboradores, realizar abordagens discretas e fixar normas dentro do estabelecimento.

Para iniciar estas políticas, deve-se primeiramente traçar um perfil dos furtantes. Eles podem ser classificados em:

Furtante Ocasional: é um cliente que vai até a loja de vez em quando. Quando furta, compra outros produtos, usa da conversa com funcionários para distraí-los e sempre leva algum “brinde”. Geralmente, os estabelecimentos não chamam a Polícia, por se tratar de um produto com baixo valor ou de pouca relevância.

Furtante Impulsivo: age sozinho e não costuma ir sempre aos mesmos lugares. Não compra produtos, somente furta e vai embora. Neste caso, o prejuízo é sempre maior e os responsáveis pelo estabelecimento devem ter uma maior preocupação. Registrar um Boletim de Ocorrência contra o furtante é o mais indicado.

Furtante Profissional: aqui enquadram-se as duplas ou quadrilhas, onde cada membro possui sua função. Geralmente costumam atacar primeiro os dispositivos de segurança da loja. Neste caso, chamar a polícia é um procedimento obrigatório.

Observar as atitudes suspeitas também é importante:

– A pessoa olha muito para os lados?

– Observa o movimento de funcionários?

– Deixa cair algum produto no chão de forma proposital?

– Permanece em um local com pouca circulação de funcionários?

– Abre a bolsa ou sacola e ao mesmo tempo escolhe produtos?

– Prova algum produto na área de vendas?

– Carrega livros, casacos, bolsas grandes, carrinho de bebê, entre outros?

Em caso afirmativo para uma ou mais características do suspeito, a abordagem preventiva deve ser acionada. Nela, os funcionários devem estabelecer um diálogo proativo junto ao cliente e oferecer ajuda. Isso demonstra que o suspeito está sendo observado.

Se o cliente chegar a ocultar o produto dentro da bolsa, por exemplo, o correto é acompanhar seus movimentos, para se ter certeza de que furtou o produto. Porém, obrigá-lo a pagar ou a mostrar o interior de sua bolsa pode ser uma medida arriscada. O dono do estabelecimento pode receber ações judiciais por danos morais.

O mais correto a se fazer é verificar os pontos da loja onde podem ocorrer mais furtos e investir em um bom sistema de segurança. Treinar o pessoal também é uma saída, já que os colaboradores vão estar a favor da loja, ajudando a vigiar por vários lugares e prevenir ações deste gênero.